quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Espera

O paraíso ali estava, em forma de alvo sorriso nu...
Um campo de trigo vicejava sobre a neve morna.
Um sorriso de um milhão de dentes iluminava a penumbra, fazendo o tempo parar por alguns segundos, antes de acelerar rumo à hora limite.
Ele, também nu, se calou. Não havia palavras possíveis ante o inimaginável. A impossibilidade do real o preocupou, mas não pôde evitar no pensamento a palavra felicidade.
Quis mergulhar em sua fonte, banhar-se em sua cachoeira, beber e comer e gozar de cada gota. Mas não hoje. Não ainda.
Agora espera. Faz com que a ausência se torne saudade. E sonha desperto.

6 comentários:

Ramon de Alencar disse...

...
-Certas coisas são como um vinho. Um gole de cada vez... e o paladar se cora no seu viço vermelho.

...
-Bela estância de palavras estas tuas.

Claudia Perotti disse...

Simplesmente lindo!
Beijinhossss de boa semana!

Alex Pinheiro disse...

Melhor não fechar os olhos,,, podemos ver coisas que não queremos,,, bom mesmo é sonhar com olho aberto.... mas um pouco de cada vez,,, na espera,,, no aguardo,,,
Bom texto,,, mto bom! Gostei um tanto grande!

Abraços e cenográficas invenções!

Fernanda Passos disse...

É como se fosse adiar pra viver e sentir mais intensamente.
Simplesmente linda tua prosa.

BABI SOLER disse...

Trasformar a ausência em saudade é uma grande sacada.

Van disse...

Reiterando....
Você é muito, muito, muito, muito bom!
;)
Ganhou mais uma fã!

Beijucas

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