terça-feira, 26 de agosto de 2008

Noite

E essa saudade...
Um bloco, pesado, em minhas mãos.
Um bloco líquido e, no entanto, levemente sólido.
Que não cabe em minhas mãos, e se espalha por meu corpo. E que se espalha pelos meus olhos, e me cega. Se derrama em minha boca, e me sufoca. E envolve os meus braços, e me deixa assim, paralisado.

Quero fazer com que ela pare, mas não posso. E me mantenho dócil ao seu ataque.
Sentindo um prazer quase masoquista. Entregando-me ao amargo. Adivinhando dentro do acre o doce.

E amo a sua saudade quase tanto quanto amo a sua presença.

8 comentários:

Aline Aimée disse...

Sentir assim pesado é bom, né? Vida fluindo nas veias... Obrigada pela visita!

*** Mais uma Amèlie Poulain *** disse...

Um tradutor espanhol disse uma vez que, depois de encafifado durante anos, encontrou um possível sentido para essa palavra que não existe em espanhol. A saudade para ele é boa demais, porque somente sentimos falta do que amamos...

Gostei de sua visita no blog. Apareça mais vezes! Abraços

Lidiane disse...

Gosto mais (bem mais) da presença.

Beijo, Moacir Poeta.

Mary disse...

E amo a sua saudade quase tanto quanto amo a sua presença.

Lindo isso, Moa! Fechou com perfeição!

:*

Ady Cavalcante disse...

Não, não, não. Prefiro presença... Mas entendo você. Beijos

Brisa Feliz! disse...

Saudadews, saudades!!
Delicia de poema!

Moacir! Que papo é esse de pé rachado?!

Rum!!!


Beijos no coração e obrigada pela visita :***************

Lidiane disse...

Não tem mais atualização?
:(

Paula Christina disse...

moçoilo!! cadê você?
to tentanto reativar meu blog.. rs

saudade é um trem de doido, não?

beijos.

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